quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Def Jam Icon Ps3 e Xbox 360


A influência do hip-hop e de suas grandes celebridades na cultura popular norte americana é evidenciada por produtos como "Def Jam: Icon". O terceiro "Def Jam" é uma investida da produtora musical homônima, especializada no gênero hip-hop e responsável pela revelação de muitos nomes da black music contemporânea.


Não por coincidência, em "Icon" você joga com alguns dos mais populares rappers norte-americanos, enquanto a pancadaria rola solta ao som de músicas já bastante disseminadas ou inéditas. O jogo também marca a chegada da série à nova geração de consoles, trazendo novidades que, aparentemente, são interessantes o suficiente para chamar a atenção de jogadores que nunca deram a mínima para o hip-hop. Contudo, deixa a inevitável impressão de que se trata de um jogo incompleto.


Embora "Icon" seja um jogo de luta, sua modalidade principal traz uma história dividida em pequenas e esporádicas seqüências animadas, que carregam aquele clima de cinema americano. Você começa como um indivíduo qualquer, que se envolve com um grande produtor de hip-hop e aos poucos vai ganhando sua confiança, passando a exercer uma função similar.


No começo, quase não há grana, sua moradia é uma espelunca e suas roupas fariam qualquer um confundí-lo com um marginal. Através de um computador, você recebe e-mails com tarefas de seu mentor, reclamações e exigências dos artistas com os quais está trabalhando etc. Além disso, tem um controle administrativo bastante limitado de seus artistas, podendo investir dinheiro em músicas, que refletem em suas posições nas paradas da Billboard, que também podem ser consultadas através do computador.


Embora seja interessante investir em talentos, vê-los subindo nas paradas e receber o retorno financeiro, tudo é muito automático. Mesmo que você não invista um tostão em uma música, provavelmente verá seu nome nas paradas e receberá um bom capital pelo seu sucesso. Melhor é acumular dinheiro para bancar custos aleatórios de seus rappers, garantindo uma boa relação, ou torrá-lo nas lojas de roupas, jóias e tatuagens, que oferecem centenas de opções de personalização para seu personagem.


Durante algum evento aleatório do jogo, o jogador pode ainda conhecer sua cara metade e iniciar um namoro. Seria algo interessante se o relacionamento não se resumisse a e-mails de sua "amada", pedindo presentes e jantares de preços exorbitantes. Uma posição bastante machista, visto que durante todo o jogo a mulher é, basicamente, um objeto sexual, aparecendo sempre em trajes curtíssimos, além de viver às custas do namorado.


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